No arranjo desta canção podemos ouvir uma fusão contemporânea de instrumentos tradicionais, como a timbila e as percussões africanas, combinados com elementos modernos, como o baixo sintetizado e o piano elétrico. Esta mistura preserva e realça o carácter africano da música, demonstrando como a tradição pode adaptar-se a novas sonoridades. A timbila e as percussões são a base identitária que dialoga harmoniosamente com as vozes sobrepostas em camadas. Nos excertos que aqui deixamos, pode escutar-se como cada uma se integra no coletivo.
Se quiseres conhecer melhor a carreira da cantora Selma Uamusse e ouvir a sua música, podes fazê-lo também através das plataformas habituais.
Nesta canção existem dois padrões rítmicos (A e B) que são tocados pelo Tambor. O padrão A, carateriza-se também por utilizar o aro do instrumento, sendo o padrão B muito caraterístico da música tradicional portuguesa.
Escuta cada um deles com atenção e tenta reproduzi-los. Tenta acompanhar a canção, tendo em conta que terás de e aprender onde é que cada padrão está presente. Se não tiveres um tambor, podes utilizar os sons do corpo (batendo palmas, pernas, etc.)
Há várias maneiras de aprender a melodia e o texto. Neste caso, criámos uma versão REMIX explorando o ritmo da canção para que possas praticar em conjunto com a Selma Uamusse. Nas estrofes podes dizer o texto em simultâneo, até as palavras ficarem na tua memória, e no refrão juntas-te ao coro, cantando a melodia.
Podes praticar com o ficheiro "Selma" e, depois, com o ficheiro "Instrumental".
O objetivo é praticar o texto, a estrutura e ir aprendendo a melodia para depois juntar tudo no final.
Se quiseres, podes também utilizar esta base para tocar os padrões A e B, como referido anteriormente
Estrofes - Texto falado, sem melodia, como se fosse um rap.
Refrão - Texto cantado, com melodia.
Bananooo - Ainda não comeu
Bananooo - Ainda não comeu
Bananooo - Ainda não comeu
já comeu...
Porquê, porquê, porquê?
Porquê, porquê, porquê?
Porquê, porquê, porquê?
Levas a vida com um sorriso?
Escondi um verso na tua mão
Não oiço a lua desde então
Nas dobras do teu braço, no regaço há canção
Nas voltas da cintura, há ternura e um chão.
Mudei de casa, Monte Abraão
Já não brincava desde então
Na ginga da vizinha que escutava o malhão
No vira lá do tio kizombava o Gastão
Chegou o poema e a canção
Ninguém esperava, ai pois não
Canções cheias de ginga pra encantar meu velho irmão
Nas ruas de Maputo zoto zoto, vai Nunão
Brinca, brincando
Sorri, sonhando,
Baila Gingando
Chora, amando
Ma saia ma lenga lenga...