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Tradicionais

Barqueiro

Canção tradicional portuguesa com referências ao Rio Mira, que desagua no litoral alentejano. Representa um diálogo entre duas personagens, Maria e o barqueiro, onde se expressa a vontade de navegarem juntos no rio, dependente de uma capacidade que Maria não possui: saber nadar.

Ensinar e aprender esta canção pode ser feito de diversas maneiras e com estratégias diversificadas, como as propostas aqui.

 

Para o Barqueiro apresentamos as seguintes atividades e abordagens.

 

Melodia e texto - ouvir e fazer

 

Nesta canção, o conteúdo do texto corresponde às frases de um diálogo entre duas personagens, Maria e o barqueiro.

  • Para uma familiarização e apropriação do texto, podem ensaiar-se declamações teatrais de cada uma das frases, com diferentes entoações expressivas. Experimentar com e sem um ritmo definido, com ou sem acompanhamento áudio.

 

  • Com acompanhamento áudio, dizer o texto com ritmo omitindo palavras previamente selecionadas (por ex.: as que terminam em –ira e –ar) praticando a audição interior. Fazer o mesmo invertendo a escolha (dizendo só as palavras anteriormente omitidas).

 

Na primeira frase melódica da canção ("Barqueiro, deita o barco ao rio // Barqueiro, vamos navegar), as palavras repetidas ('Barqueiro') têm melodia igual, evoluindo a frase depois de maneira diferente.

  • Para sentir melhor estas semelhanças e diferenças entre o começo igual e o fim diferente de cada um destes versos, pode cantar-se a canção isolando estas partes e cantando-as separadamente. Dividir em dois grupos e atribuir a interpretação de cada parte, alternadamente, poderá ser ainda mais interessante. Com ou sem acompanhamento áudio.

 

Ritmo e forma - criar

 

Neste arranjo da canção, o acompanhamento do piano assenta numa estrutura rítmica que se mantém ao longo da canção.

Piano
excerto do acomp.
 

Com este arranjo instrumental da canção, onde se optou por não incluir instrumentos de percussão, pode tornar-se interessante a criação e introdução de ritmos de acompanhamento (usando sons do corpo ou outros instrumentos de percussão).

  • Podem, por exemplo, definir-se dois ostinatos rítmicos, semelhantes ou contrastantes. Decidir se são executados alternadamente ou em simultâneo, durante toda a canção ou atribuindo a cada um uma das frases melódicas da canção (A e B) e definir o que fazer em cada parte instrumental (introdução, interlúdios e coda). Depois de ensaiar o acompanhamento, cantar a canção, adicionando os instrumentos aos arranjos instrumentais da canção. (Procurar controlar a sonoridade de modo a integrar-se com o arranjo).

 

A melodia da canção pode dividir-se  em duas partes, A e B. Na primeira frase da canção (A), o registo é mais grave, acabando por subir no final da frase (‘navegar’). Com a frase B (‘Mas olha...’) acontece o oposto, a melodia desce gradualmente a partir da sua nota mais aguda até concluir na tónica (Ré).

  • Este contraste pode ser evidenciado escolhendo os instrumentos para acompanhar cada parte da canção de acordo com a sua sonoridade, mais grave ou aguda.

 

Criar uma coreografia simples, introduzindo movimento nas partes em que não se canta (interlúdios entre estrofes) pode ter um resultado interessante e contribuir para a percepção da forma e do tempo.

  • Cada interlúdio (2 compassos) tem metade da duração de uma frase melódica. Tendo presente a temática da canção, pode sugerir-se que cada um, representando um barco na água dê uma volta sobre si mesmo (no sentido dos ponteiros do relógio) rodando os pés ao ritmo do tempo da música (4 tempos para uma volta completa) e depois desfizesse a volta (no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio, mais 4 tempos), preenchendo o tempo de duração do interlúdio. 

 

Saber mais

 

Os rios têm sido fonte de inspiração para a criação de canções ao longo dos tempos. Pesquisar repertório que se relacione com esta temática pode ser interessante e enriquecedor, revelando outros géneros estilos musicais.

Damos aqui alguns exemplos:

 

Rio Mira vai Cheio - por Pedro Mestre & Alunos de Viola Campaniça de Odemira 

 

Por este rio acima - Fausto

 

Rio de Onor - Quadrilha

 

Lavava no rio lavava – por Ana Moura

 

 

Ficha da canção
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Pauta
Letra

Barqueiro

 

- Barqueiro, deita o barco ao Mira,

Barqueiro, vamos navegar.

Mas olha, se o barco vira

Lá no meio do Mira, eu não sei nadar! 

 

- Se tu soubesses, Maria,

Se tu soubesses nadar,

Deitava-se o barco ao Mira,

Tu e eu iríamos a navegar!

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rio barco nadar água mar
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