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Autor

A aranha e os alfaiates

Composição de Ricardo Matosinhos sobre um poema de António Torrado, canção com atribuição de Menção honrosa do 2.º Concurso de Composição de Canções para Crianças sobre Poemas Portugueses, promovido pela Associação Portuguesa de Educação Musical e apoiado pelo INATEL.

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Voz e acomp.
Acompanhamento
Pauta
Análise musical da canção

 

Características melódicas


A melodia está na tonalidade de Ré Maior e tem um âmbito de uma oitava [Ré 3 – Ré 4]. Sempre que repete, à excepção da última vez, surge um Mi bemol representando a estranheza perante a incrédula situação de nem mesmo um número crescente de alfaiates se revelar capaz de apanhar uma aranha.
É constituída por intervalos melódicos de 2ª (m e M), 3ª (m e M), 4ª (P), 6ª (m) e 8ª (P).
Possui maioritariamente graus conjuntos, intervalos de terceira encadeados e um salto de maior amplitude no final de cada vez que o tema repete. Principia em pp crescendo gradualmente até fff, de cada vez que a melodia repete, estabelecendo a relação com o texto e o número de alfaiates presentes na história.


Características rítmicas


A melodia está escrita maioritariamente em compasso quaternário começando com anacruse.
O ritmo é silábico, com uma estreita ligação com a prosódia do texto e quase exclusivamente escrito em colcheias com ocasionais semínimas, semicolcheias e tercinas de colcheia.
O andamento é Moderado com indicação de semínima igual a 100.


Forma


Constituída por uma melodia que se repete sete vezes com pequenas variações que se relacionam com o texto (A A’ A’’ A’’’ etc.).
Possui uma introdução e uma coda tocadas apenas pelo piano, existindo ao longo da canção quebras métricas introduzidas tanto pelo piano, como por gritos do coro.


Instrumentação


Apesar de se encontrar numa tonalidade maior, apresenta cromatismos e acordes aumentados sempre que o texto se refere a algo insólito. Estando escrita para coro e piano, algumas referências remetem para outra instrumentação e imagens sonoras como: trompetes (c.8-10, 25 e 28), sinos (c.11), corrida (c.15 e 22), gritos (c.20 e 20), e até mesmo riso, no último compasso, sugerido por apogiaturas e um movimento descendente na parte de piano.
É sugerido o ambiente de uma marcha de caráter militar indo de encontro ao número crescente de um exército de alfaiates, reforçada no c.29,  na mão esquerda do piano, por uma pequena citação da Marcha de Pompa e Circunstância de Edward Elgar (1857-1934).

 

 

 

Ficha técnica:

Cantado pelo Coro de Pequenos Cantores de Esposende - Direção de Helena Venda Lima

Gravado, misturado e masterizado por Gustavo Almeida

Ficha da canção
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Pauta
Letra

A aranha e os alfaiates

 
Andam sete alfaiates 
Para matar uma aranha. 
Vejam só o disparate 
Que nenhum dos sete a apanha. 
 
Vêm setenta alfaiates 
Quais soldados em campanha. 
Tocam os sinos a rebate 
Para matar uma aranha. 

Setecentos alfaiates, 
Mas que gente tão estranha 
A correr p'ra todo o lado 
À procura de uma aranha.

São sete mil alfaiates 
E todos: "Farei, farei!" 
Para matar uma aranha 
Gritam: "Aqui d'el-Rei!"

Setenta mil alfaiates 
E é ver qual corre mais 
Para matar uma aranha 
Não são muitos. São de mais.

Setecentos mil alfaiates 
Cada um uma tesoura. 
Sete milhões de alfaiates 
Cada qual com uma vassoura.

Setenta milhões de alfaiates 
Não se crê em tal façanha 
Que tantos valentes juntos... 
Deixem fugir uma aranha.
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animais, aranha, António Torrado
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