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Traditionals

O milho da nossa terra

O milho da nossa terra é uma canção tradicional portuguesa (cantiga de sacha) de caráter regional cantada na região de Castelo Branco - Aldeia de Joanes/Fundão.

Recolha de Fernando Lopes-Graça Fundão/ Castelo Branco, Beira Baixa. 0 MILHO DA NOSSA TERRA (75). – In – “Cancioneiro Popular Português Michel-Giacometti:1981 F. Lopes-Graça (7 1, p. 60). O autor dá-nos uma versão monódica desta cantiga de sacha, por assim a ter recolhido. Contudo, este belo canto coletivo de trabalho era entoado em geral sob a forma polifónica, a três ou quatro partes, peculiar à região.

Bib. Jaime Lopes Dias (31/4. pp. 175-176) Artur Santos (17/1, pp. 56-57. m).Disc. M. Giacometti/ F. Lopes-Graça (I/5) e (XXI)

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Voz e acomp.
Acompanhamento
Melodia e acomp.
Pauta
Análise musical da canção

 

Características melódicas

 

A melodia está na tonalidade de Ré M e tem um âmbito de 9ª Maior [Lá 2 – Si 3].

Cada estrofe começa em anacruse e com o intervalo de 4ª P ascendente, um intervalo que define claramente a tonalidade, do 5º para o 1º grau. As três primeiras notas da melodia são do acorde da tónica (I grau da tonalidade).

A melodia é constituída essencialmente por intervalos de 3ª (m e M) e por graus conjuntos, com um intervalo de 6ª M entre o antecedente e o consequente. Na última repetição o consequente faz um paralelo à 3ª M inferior, sendo que essa voz apenas fará um um intervalo de 4ª P entre o antecedente e o consequente.

 

Características rítmicas

 

A melodia está escrita alternando os compasso de 3/4 e 6/8, respectivamente ternário de tempos de divisão binária e binário de tempos de divisão ternária. Ambos são preenchidos por 6 colcheias, sentindo-se uma acentuação de duas em duas colcheias no 3/4 e de 3 em 3 colcheias no 6/8.

O ritmo é silábico e quase exclusivamente escrito em semínimas e colcheias, que por vezes aparecem pontuadas e seguidas, por isso, de semicolcheias.

O andamento é moderado, com a pulsação mais rápida no3/4 (semínima = 100) e mais lenta no 6/8 (semínima c. de 66 pulsações por minuto). 

 

Forma

 

A canção tem uma só frase, que repete com pequenas variações (AA’A’’), sendo a parte A constituída por (abc), a parte A’ por (ab’c) e a parte A’’ (abc’). A canção tem duas estrofes, sendo que a última se repete.

 

Arranjo/Instrumentação

 

O arranjo segue o plano formal seguinte: Introd. A Interl. A’ Interl. A’’ Coda.

A instrumentação integra os timbres característicos de formações tradicionais, como sendo as percussões (palmas e “clavas”) e os sopros (flautas) e timbres associados à música moderna como o piano e o baixo (que surge na última estrofe) que recriam o ambiente tradicional do trabalho colectivo próprio da música tradicional portuguesa.

Trata-se de uma canção com um percurso harmónico simples que se repete ao longo das três estrofes, com I, IV e V graus. O arranjo inclui uma introdução com alternância de compassos de métrica irregular (5/8) e de tempos de divisão ternária (6/8). É caracterizado, no início, pelos ritmos corporais - palmas -, ao que se juntam os sopros (flauta) baseando-se em motivo rítmico e melódico da canção. Uma segunda flauta cria uma riqueza polifónica no contexto da tipologia da música tradicional portuguesa. O início das estrofes é caracterizado pela entrada do piano que faz o acompanhamento da melodia. Antes da segunda e terceira estrofes existem dois pequenos interlúdios que recriam o motivo rítmico da canção. Na Coda repete-se o mesmo motivo rítmico (palmas) da introdução.

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Score
Lyrics

O milho da nossa terra

 

O milho da nossa terra,

Ai, o milho da nossa terra,

É tratado com carinho.

 

É a riqueza do povo,

Ai, é a riqueza do povo,

É o pão dos pobrezinhos.

 

É a riqueza do povo,

Ai, é a riqueza do povo,

É o pão dos pobrezinhos.

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Povo pão agricultura
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